sexta-feira, 3 de abril de 2009

Ares mais radicais no escritório

Velha discussão sobre aparência no trabalho ganha tons modernos com popularização de tatuagens e piercings

A discussão sobre qual é a roupa que se deve usar no ambiente de trabalho ganhou agora um jeito mais radical. Com a moda dos piercings e tatuagens, os profissionais se deparam com um novo dilema. Uma águia estampada no braço ou um desenho tribal no pescoço pode atrapalhar sua carreira?

A resposta que os especialistas têm dado se baseia no mais puro bom senso. O modo como cada um se veste e se comporta não é só uma questão de gosto ou estilo. A imagem de cada profissional não reflete apenas a sua personalidade, como também ajuda a formar a identidade da empresa. É como um cartão de visitas do profissional e da corporação. Por isso, é preciso estar atento a como os outros enxergam sua postura.

'Quando a pessoa toma consciência da imagem que passa com cada roupa, ela não erra mais', diz o vice-presidente de criação da agência de propaganda QG Comunicação, Sérgio Lopes. Ele define seu estilo como casual. 'Como integrante da criação, não combina estar formal demais. Mas como sócio, tenho de estar adequadamente vestido para ir a uma reunião ou restaurante com clientes sem passar vergonha.'

Na QG, ele reforça, 'casual' é totalmente diferente de 'desleixado'. 'Aparecer de chinelo e camiseta de banda não dá,' diz Sérgio. Mas na empresa há pessoas de diversos estilos. 'A equipe de finanças é mais formal, pois tem de passar segurança aos clientes. A equipe de criação é mais despojada, colorida, com tatuagens. E o administrativo é um meio-termo. Cada um, adequado a seu ambiente.'

Na prática, as pessoas têm adotado um estilo mais moderno, radical, com as tatuagens ou piercings, mas de maneira discreta, para não chamar mais a atenção para o visual do profissional do que para seu trabalho.

O tatuador Sérgio Maciel, conhecido como Leds, diz que houve um aumento de executivos em seus estúdios. 'Diminuiu o preconceito corporativo', diz ele. 'A tatuagem segue o mesmo raciocínio da roupa. Se você trabalha em um ambiente formal, não vai tatuar a cabeça, e sim um lugar discreto.'

Ele diz que muitos executivos pedem desenhos para simbolizar conquistas. E lembra: 'por melhor que seja a aparência de uma pessoa e a impressão que ela causa, o melhor atributo é a competência.'

A preocupação com o estilo do profissional de se apresentar e vestir é conhecido entre os especialistas como comunicação não-verbal. 'A comunicação não-verbal envolve postura, aparência, vestuário e tom de voz, entre outras coisas', diz Silvana Bianchinni, da consultoria Dresscode. 'Num primeiro contato, quando se forma a primeira impressão, essas características representam até 93% do impacto causado. Só 7% vêm do que a pessoa fala.'

Uma primeira impressão leva 30 segundos para se formar. 'É um tempo curto mas que pode ser decisivo em uma entrevista de emprego ou em uma reunião de negócios', diz Silvana, que já realizou workshops de imagem e comunicação não-verbal para executivos de empresas como Unilever, Unibanco e Merryll Lynch. 'Um conjunto de impressões, ao longo do tempo, forma a imagem do executivo. Mas antes da imagem se formar, uma impressão errada pode ser um desastre.'

Entre os principais erros, está o vestuário. 'Uma executiva pode até usar terninho cor-de-rosa. Porém, dificilmente vai passar uma imagem de credibilidade', diz. 'Peças clássicas de tons neutros funcionam melhor nas empresas.' Isso não significa que os ambientes de trabalho devam ser uniformizados. 'Cores frias passam mais autoridade, cores quentes, mais comunicação. O erro é o exagero: ser escravo da moda, usar muito decote ou brilho.'

Apesar de poucas empresas terem regras explícitas sobre vestuário, ela lembra que em todos os ambientes a maneira como a pessoa se veste é julgada. 'Falei com uma garota que vestia roupas bastante justas. Ela ia a uma entrevista de emprego. Não acho que conseguiu.'

É possível, claro, colocar um pouco do próprio estilo no vestuário do dia-a-dia. 'Mesmo cabelo comprido ou tatuagem são válidos. A aparência deve ser usada a seu favor, não contra', diz Silvana.

O marketing jurídico e a evolução da advocacia

O mundo em que vivemos neste momento não é o mesmo que o de uma hora atrás. Os meios de comunicação, a agilidade de interação entre pessoas, a globalização e demanda crescente de serviços ofertados modificam, a cada momento, os aspectos competitivos do mundo empresarial tornando o mercado extremamente seletivo e implacável com os que se tornaram obsoletos. Um dos reflexos mais visíveis destas mudanças em nossos tempos aparece na área jurídica. A advocacia não mais se encerra na própria função de advogar e agrega agora também a tarefa de buscar diferencial e competitividade, aprendendo a administrar modernamente os recursos do escritório através de um planejamento consciente, visando assim a melhor estratégia de marketing e atendimento a clientes usuais e potenciais.É necessário, portanto, que o advogado comece a acreditar em realidades que já são diferenciais para os escritórios de maior destaque e perceba que a saída para acompanhar as rápidas mudanças na cabeça dos clientes, assim como a ampliação de sua participação no mercado, é a profissionalização de sua gestão em moldes empresariais, adaptando-se às necessidades de demanda, sem nunca esquecer o foco na ética profissional da atividade. Em resumo: o advogado que não perceber, acompanhar e se antecipar a estas inovações está fadado a viver no passado.É isso que o marketing jurídico vem trazer aos escritórios: o entendimento do porquê mudar e antecipar-se ao futuro, como operacionalizar estas mudanças e quais são os benefícios desta renovação consciente.Imagine, apenas a título de exemplo, uma empresa que nos dias atuais não tenha um site com informações atualizadas, reforçando a idéia institucional de empresa solidificada. Apenas esse fato isolado (dentre os muitos a serem analisados) mostra, ao precioso cliente, que esta empresa ou escritório não tem o que praticamente todos os outros tem. Seria o mesmo que comprar um produto com uma embalagem em branco. Você compraria? Este exemplo simplista é apenas para ilustrar o conceito de que o que antes era opcional (no caso o site), acaba tornando-se, rapidamente, essencial para sobrevivência do escritório.E é exatamente isso que aconteceu com a advocacia. Ela evoluiu. A “nova advocacia” abrange agora novos conceitos até então não assumidos como de competência do direito, mas que certamente fazem agora parte da rotina de qualquer escritório em sincronia com as tendências evolutivas de mercado.Esta “reivenção” da advocacia envolve novos parâmetros, tais como: gestão do conhecimento humano, empreendedorismo jurídico, mudança na relação cliente/advogado com serviços mais personalizados, gestão do capital humano, investimento em comunicação integrada e infra-estrutura adequada e gestão estratégica planejada, para citar alguns.Todas estas vertentes (e muitas outras) são estudadas e planejadas pelo marketing jurídico, fazendo assim com que os advogados e consequentemente seus escritórios e departamentos jurídicos saibam exatamente quais os passos possíveis e necessários a dar em direção da conquista e manutenção de seus clientes. Esta nova percepção dos advogados visualiza que Marketing Jurídico não é mais um palavrão que deve ser evitado e sim uma ferramenta que os auxilia a traçar um objetivo, criar uma estratégia e montar um planejamento para que os resultados de seu trabalho sejam potencializados ao máximo.Acabou-se a era de advogados que confundiam vendas e publicidade com Marketing Jurídico, e que acreditavam que uma agência de publicidade pudesse, sem profissionais focados no assunto, fazer bem o trabalho exigido nesse campo. Porém, fica aqui um aviso. Apesar da era de confusão entre Marketing Jurídico e publicidade ter acabado, ainda existem agências (que muitas vezes se vendem como focadas em marketing para escritórios jurídicos) que tentam implementar uma série de teorias aleatórias de marketing, que em nada refletem a realidade do escritório, sendo ele pequeno, médio ou grande, ou seja, já vêm com modelos implementáveis prontos, sem análise prévia. Afinal de contas, é fácil teorizar sobre marketing, difícil é implementar estas conjugações no dia a dia e rotina do escritório.Qualquer profissional sério de marketing jurídico sabe que, para um diagnóstico preciso da situação de um escritório, é imperativo a análise do mesmo através de filtros de marketing que indicarão qual a percepção do negócio aos olhos do cliente e consequentemente quais são os erros gestacionais cometidos, além de inovações e adaptações que podemos implementar na operação vigente, sempre respeitando os limites colocados pela OAB. Entender onde o escritório está - em termos de marketing - antes de começar a melhorá-lo não é uma simples necessidade, mas uma premissa básica de trabalho.Por fim, como tudo que é importante e interessante deve ter um conceito definido, segue abaixo a definição do nosso valoroso Marketing Jurídico. Se você é um sócio, administrador ou advogado que não gostaria de se tornar obsoleto, leia-o com atenção.Conceito de Marketing Jurídico:“A função que o marketing deve assumir na área jurídica é a ordenação mais eficaz dos recursos do escritório e de seus profissionais, ampliando o prestígio profissional, planejando o futuro, racionalizando os custos, focando o cliente, criando estratégias para clientes potenciais e investindo em relacionamentos e imagem pessoal. Não se trata de vender serviços, e, sim de posicionar-se em um mercado cada vez mais escasso e complexo. Um escritório jurídico que incorpora o marketing torna-se mais competitivo, sem necessariamente quebrar a ética da profissão”.

Relacionamento é a “chave” para o sucesso.


O que adianta dizer que a empresa X, que hoje está no topo do ranking Melhores e Maiores, é seu cliente se você não sabe nem dizer o nome completo do seu principal contato dentro dessa empresa?
Se nem o nome você sabe, imagine então saber o que ele pensa, do que ele gosta, que time torce, aonde ele vai, o que ele lê e assim vai (essa lista é enorme).

Aprendi que algumas táticas são essenciais para que o relacionamento empresa x cliente seja duradouro e rentável:
- Dedicação - Atenção - Ação

Sei que isso pode parecer dica de relacionamento amoroso, mas pense bem e reflita se não são necessárias essas 3 coisas para que o seu cliente não troque sua banca por um concorrente seu.
Um dia, seu concorrente vai bater à porta dele e dizer:
- Olá, estou aqui para te oferecer o mesmo serviço, prometo o mesmo nível, porém por um custo menor.

Tenha certeza que o seu cliente vai abrir a porta para ao menos ouvi-lo.

Como então ter a “fidelidade” do seu cliente?
Como fazer com que ele queira ficar com sua banca ainda que o custo seja maior?

Com dedicação, atenção e ação.

Você se dedica ao seu cliente, seu contato com ele é constante, você presta atenção no que ele diz (inclusive no que ele não diz) e você age de acordo com o que ele te pede e quem sabe entrega além do que ele espera.
Crie estratégias para que você fique perto e conheça seu cliente, para que você o escute, principalmente para que você perceba quais são as suas necessidades.

Isso cria confiança e resulta em um excelente relacionamento, afinal boas parcerias se constroem com o tempo.

Não tenha a postura arrogante de pensar que seu escritório é antigo, renomado e prestigiado e que voce não precisa investir em relacionamento.

Os tempos mudaram. E o mercado também.

Créditos de Carbono

O crédito de carbono é um conceito que surgiu em 1997, dentro do Protocolo de Kyoto. O objetivo principal dessa metodologia é reduzir a emi...