O branding, termo usado para indicar a construção e gestão estratégica de marcas, vai muito além do logotipo e começa nos valores.
Para consolidar a marca da sua banca, o sócio ou conselho não deve apenas investir na sua identidade visual ou anúncios. O branding, termo usado para indicar a construção e gestão estratégica de marcas, vai muito além, e começa nos valores.
"Marca é um conjunto de relações e valores que determinam uma cultura. E essa cultura vai determinar o jeito de ser e de se fazer o negócio", afirma Fábio Pando, professor de branding da ESPM, de São Paulo. Ele explica que a demanda do mercado hoje está focada no diferencial e mais ligada a "como" se faz, do que a "o que" se faz. Por isso, uma marca bem construída pode ser uma grande vantagem competitiva.
Missão, visão e valores
"O ponto principal é definir quem é o escritório: quais os valores, no que acredita, o que quer, o que não quer", e partir dessa definição, vai decidir como prestar os serviços, e se posicionar no mercado.
O professor afirma que a missão, a visão e os valores da empresa não devem ser apenas quadros que ficam na empresa e ninguém entende a mensagem. "O branging não é só ter um discurso bonito, um quadro de missão e visão na parede. Mas, na verdade, são relações humanas que estão no dia a dia", afirma.
Um erro comum é o empreendedor pensar que a construção da marca é responsabilidade apenas das ações de marketing. "Todas as pessoas da empresa devem vivenciar isso. Para que todos vivenciem, todos devem entender a essência que está nos valores", orienta Fábio. A essência da marca só pode ser bem definida quando é materializada. Por isso, é fundamental que exista coerência em toda a equipe.
"Um dos valores da Disney é: 'nós vendemos felicidade'. E isso faz parte de todos os funcionários. Assim, independentemente da função, o colaborador vai passar essa mensagem em tudo o que realizar", exemplifica Fábio.
O professor alerta que ter um discurso e não praticá-lo é um risco muito grande para a empresa, devido à cobrança constante do mercado. "Quando se fala em marca, se fala da empresa e não do produto", alerta. Outro ponto importante nesse processo é manter a coerência com o perfil da empresa e não adotar valores apenas por estarem "na moda".
"Agora, todas as empresas se dizem sustentáveis. Mas ele deve avaliar se isso é viável para a empresa", aponta Fábio. Uma empresa conservadora, por exemplo, também não deve adotar um logotipo moderno e ações de mídias sociais porque outros setores utilizam essas ferramentas. "Outro ponto é a inovação. Mas ela deve ser a essência, senão fica uma coisa sem pé nem cabeça", orienta.
