Quem trabalha em escritório de advocacia sabe exatamente que existe uma divisão concreta entre a área jurídica e área administrativa.
Em alguns grandes escritórios esse abismo é tão grande que chega a ser debatido e confessado abertamente em reuniões que debatem por horas as ações e tentativas para diminuir esse "problema"
Não bastando isso, existe também o abismo entre os diferentes prédios e locais de trabalho. Grandes escritórios costumam ter essa divisão, ficando então um abismo duplo:
1 - Área jurídica - abismo - Área Administrativa
2 - Área Administrativa do prédio A - abismo - Área administrativa do prédio B
Eu já ouvi muitos apelidos "carinhosos" direcionados ao prédio B. Vejam bem, o prédio B é todo e qualquer lugar separado da sede principal do escritório, mas na mesma região e bairro.
Em escritórios de médio porte essa diferença é muito menor, e na maioria das vezes, inexistente. Quem vem de um dos grandes grande, sente essa diferença na pele, e no ar.
Obviamente o "core" do negócio é e sempre será a área jurídica e a área administrativa é e sempre será um apoio. Um apoio fundamental.
Eu já viu um sócio pedindo ajuda para fechar a cortina. Pedindo lá da sala dele, sem pegar no telefone, ou seja, gritando: - Fulana venha fechar a cortina da minha sala pois está muito sol.
Por favor e Obrigada nem pensar! Parece que vai cair a língua se pronunciar essas palavras.
Já vi sócio pedindo para uma pessoa levar o "resíduo" da filha dele para o laboratório (sim, exame de fezes).
Gente! Fala sério! Quando isso vai ter fim?! Isso não é bonito. Isso não é profissional.
Pessoas são pessoas e se elas estão lá é por que são necessárias para o bom andamento do negócio como um todo.
O pessoal da limpeza é muito importante, o pessoal do café é indispensável, os meninos do malote e gráfica, as recepcionistas e secretárias e todo o pessoal do financeiro, que emite e cobra faturas!! Ah, e sem falar do pessoal do Departamento Pessoal hein! Imagine um sócio rodando uma folha de pagamento? A equipe de recursos humanos e marketing também merecem seus créditos, afinal lidar com o gosto e o jeito de vários sócios para um mesmo assunto não é nada simples.
Essa real e concreta diferença faz parte da coletânea "Piores Práticas", e infelizmente está enraizado nos grandes escritórios.
Quero só ver a geração Y como vai ser.
Ou melhor, eu não quero ver não. .
