18/03/2015
Por Pedro Borges
Apesar das limitações do Código de Ética e Disciplina da OAB, o marketing jurídico conseguiu se adaptar à restrição da venda direta do serviço a partir do fornecimento de informações atualizadas sobre os assuntos que domina, seja por websites, blogs, artigos e eventos voltados para o mercado jurídico. Entre as ferramentas mais valorizadas no entanto são o relacionamento com os clientes, o networking, parcerias e relações públicas.
Apesar das limitações do Código de Ética e Disciplina da OAB, o marketing jurídico conseguiu se adaptar à restrição da venda direta do serviço a partir do fornecimento de informações atualizadas sobre os assuntos que domina, seja por websites, blogs, artigos e eventos voltados para o mercado jurídico. Entre as ferramentas mais valorizadas no entanto são o relacionamento com os clientes, o networking, parcerias e relações públicas.
Tomada de Decisões: Entre os escritórios consultados pela GEJUR, a tomada de decisões sobre o marketing jurídico ainda está sob controle dos advogados à frente das bancas: em 42% dos casos por um sócio-administrador/sênior e em 34% por um comitê de sócios. Nenhum colega respondeu que a decisão é tomada por um gerente ou diretor de marketing e apenas 13% apontou a existência de um comitê ativo de marketing.
Plano Formal: Quando perguntados se existe um plano formal de marketing, 61% dos escritórios respondentes respondeu afirmativamente, mas menos da metade deles possui um orçamento formal para isso. Ou seja, apenas 26% parece possuir um planejamento estratégico financiado, que é um número bem baixo.
Profissionais Voltados para o Marketing Jurídico: 32% dos colegas respondeu não haver um profissional integralmente dedicado ao marketing jurídico, percentual que perde apenas para os que possuem um "marqueteiro” (48%). Nos 20% restantes existem dois ou mais profissionais internos inteiramente voltados para esse assunto. Em 74% desses escritórios há algum advogado participando das atividades de marketing, além de simplesmente participar das decisões.
Cota do Orçamento de Marketing em Relação ao Faturamento Anual: 37% investe menos de 1% do faturamento no marketing jurídico, contra 21% que investe entre 1,1 e 2%. Confira pela tabela abaixo:
Marketing Terceirizado:Na pesquisa foi permitido aos respondentes assinalar uma ou mais opções entre as atividades de marketing jurídico que são terceirizadas pelo escritório.
Ferramentas mais Utilizadas: Foi permitido assinalar as ferramentas de marketing mais utilizadas pelos escritórios, e a ordem de maior uso é: Linkedin 65%, Site institucional 62%, Brindes e presentes 51%, Palestras em eventos 51%, Marketing Interno 49%, Relacionamentos (seja em associações e câmaras ou em eventos) 49%, CRM 46%, Facebook 43%, Pesquisa de satisfação 43%, Patrocínio de eventos de terceiros 38%, Anúncios 30%, Atividades pro-bono 30%, Informativo 30%, Blogs 24%, Estudos de mercado 16%, Brochuras 14%, Diretórios 14% e Twitter 14%.
Ferramentas mais Valorizadas: Independente das ferramentas utilizadas pelos escritórios, os respondentes foram perguntados individualmente sobre quais são as ferramentas de marketing que eles consideram mais eficazes, e o resultado foi: Palestras em eventos 80%, CRM 57%, Relacionamentos em eventos 51%, Patrocínio de eventos de terceiros 46%, Relacionamentos em associações e câmaras 46%, Pesquisa de satisfação 40%, Linkedin 34%, Site institucional 31%, Anúncios 29%, Marketing Interno 26%, Estudos de mercado 26%, Informativo 26%, Brindes e presentes 20%, Facebook 17%, Atividades pro-bono 11%, Diretórios 11%, Blogs 9%, Twitter 6% e Brochuras 3%.
Esta foi uma das matérias mais esclarecedoras sobre o assunto já realizadas pela GEJUR, mas ainda vamos retornar a este assunto em breve.
Se você ainda não conferiu, vale dar uma olhada na matéria ‘Melhores Ferramentas de Promoção e Marketing do Escritório, em:
Para ver a pesquisa completa, clique aqui.